Interview mit Joana Barros (FASE) über die #WM2014, städtische Umstrukturierungen und Geschlechterverhältnisse

Copa do Mundo, cidades e direito das mulheres

25/06/2014, Gilka Resende (RJ)

Joana Barros (FASE) verdeutlicht, dass die Megavents einer urbanen Umstrukturierung dienen, die die Ungleichheiten verstärken, inklusive die Ungleichheiten zwischen den Geschlechtern. „Es sind die Frauen, die am meisten unter den Vertreibungen leiden“. Im Gespräch über die sogenannte urbane Krise, macht sie eine kritische Analyse des aktuellen Entwicklungsmodells in Brasilien…

…É importante dizer que a Copa e as Olimpíadas não podem ser pensadas sozinhas, como processos que se encerram com o final dos jogos e da atividade. Os eventos acabam, mas o processo de transformação econômica e urbana no qual estão inseridos não. No nosso entender a Copa – não só ela como todo e qualquer megaevento esportivo desse porte – faz parte de uma reorganização produtiva, econômica e territorial no país, e atinge de forma diferente as cidades-sede justamente porque se articula ao processo mais global de transformação e desenvolvimento econômico regional, estadual ou local…

Os processos de mudanças urbanas estão muito aderidos à lógica da “higienização” e, portanto, os “marginais da cidade” –os meninos de rua, os usuários de drogas, os catadores de material reciclado, os moradores de ocupações, os profissionais do sexo, os ambulantes, todo esse universo que sobrevive da rua e na rua – não são o perfil deste “novo” lugar que está sendo construído. Não só o Rio, mas todas as cidades grandes e médias do país estão sendo “limpas”, o que quer dizer rigorosamente que estes grupos estão sendo expulsos direta e indiretamente. Este processo responde a questões que dizem respeito ao projeto político e urbano que estrutura esta transformação: “O que eu quero para esse centro urbano? Quem eu quero que viva ali?”. Há atualmente uma intolerância absoluta aos pobres. Enquanto isso, no Centro do Rio, 80% dos imóveis são propriedades da União, e mesmo assim não se constitui uma política habitacional e urbana minimamente descente e republicana, nem digo democrática, para estes espaços, e menos ainda para as faixas de renda entre zero e três salários mínimos. É importante que se diga que parte desta faixa de população é chefiada por mulheres.

http://www.brasildefato.com.br/node/28964

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