Elefante Branco. Auch die Favela Morro da Providência hat nun eine Seilbahn bekommen. Die Touristen werden sich freuen!

Inauguração de teleférico na primeira favela do Brasil

por Carolline Leite

midia_ninja_rj_telefericoFoto: Mídia Ninja

Descendo a Ladeira do Barroso, não muito longe do “escadão”, chega-se ao local onde ficava a Praça Américo Brum, a única área de lazer da comunidade, que foi destruída para a construção da estação de mesmo nome do Teleférico da Providência, inaugurado na última quarta-feira (2). A obra, que custou R$75 milhões, foi concluída em 2012 e, em dezembro do mesmo ano, chegou a ser feita apenas uma viagem-teste até a Gamboa. O motivo da demora na inauguração se deu, em parte, pelo embargo das obras através de uma ação civil pública da Defensoria Pública do Rio para suspender o projeto Morar Carioca, que previa a remoção de 832 casas no local. Após muita resistência das famílias, o número de remoções foi reduzido para 56.
“Isso aqui é um projeto turístico, num ponto estratégico do Rio. É pro “gringo” desembarcar no porto, ver a Cidade do Samba e depois ver a favela lá de cima. Se fosse realmente para atender ao morador, teria que ter pelo menos uma estação no ponto mais alto do morro. Essa correria pra inaugurar agora é por causa das eleições que vêm aí. Eles não tentaram em nenhum momento dialogar com os moradores, sou nascido e criado no bairro, vice-presidente da associação de moradores da Gamboa, e nunca fui procurado pra nada”, lamentou Eduardo de Souza, 48 anos, enquanto distribuía o jornal Viva Gamboa, feito pela associação, para os poucos presentes no local e tentava diálogo com a coordenadora do projeto Morar Carioca na Providência.
Considerada a primeira favela do país, no século XIX, o local foi batizado primeiramente como Morro da Favela, nome que posteriormente passou a denominar todos os locais com o mesmo tipo de estrutura de habitação no Brasil e em alguns lugares da América Latina. A favela tomou corpo com a chegada de ex-combatentes da Guerra de Canudos (cerca de 10 mil) que vieram para o Rio de Janeiro com a promessa do governo de ganhar casas na então capital federal, o que demorou muito mais do que o previsto. As remoções de habitações populares na área do centro, os famosos cortiços, durante a administração de Pereira Passos, acentuaram a ocupação do morro […]
Do outro lado da rua, dois adolescentes observam a movimentação com ar desgostoso. Segundo os próprios, representam a resistência da região. Desde que começaram as especulações acerca das mudanças que a comunidade sofreria por causa dos grandes eventos que estão acontecendo na cidade eles e um grupo começaram a questionar a prefeitura e o projeto Morar Carioca. “A comunidade precisa de projetos, de saneamento básico, não de um teleférico”, defendeu um dos jovens, de 24 anos, que atende pelo codinome “Felippsen O Favelado”[…]

Texto Completo: Mídia Ninja

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