Polizeigewalt in #Brasilien: vor der #WM stieg die Zahl der Opfer von Polizeigewalt an, Felipe Rodrigues überlebte – ein erschreckender Bericht

Felipe Rodrigues, um sobrevivente da polícia carioca

von Mauricio Becerra

midia_ninja_sobrevivente_rjFoto: Mídia Ninja

Quando os policiais disseram a Felipe Rodrigues, 21 anos, que baixasse a cabeça, ele perguntou “por que eu tenho que me curvar?”. „Para não dar errado na foto”, responderam os policiais. Segundos depois deram dois tiros, um atingindo-o no peito e outro pegando de raspão. Os policiais pensaram que Felipe estava morto e um disse para o outro „dá dois tiros para o alto para que assim pareça uma troca de tiros“. Antes de descer o morro, colocaram um saco de cocaína dentro da cueca dele […]
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que todos os dias cinco pessoas são mortas pela polícia no Brasil. Em 2012, 1.890 pessoas foram assassinadas por policias, ou seja, quatro vezes mais que a média nos Estados Unidos (410) país famoso pela letalidade da instituição.
Em São Paulo a letalidade policial aumentou antes do início dos meses da Copa, durante o primeiro trimestre deste ano, o número de mortes causadas por confrontos com a polícia do Estado triplicou em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Segurança Pública. Os mortos pela ação policial foram 85 pessoas na capital, totalizando 156 no Estado tudo. Os números são os mais altos em dez anos. Pessoas feridas por policiais no estado, totalizando 142 e 73 na capital. A Polícia Civil é responsável pela morte de 4 pessoas em São Paulo e 7 em todo o estado em supostos confrontos.
Só em abril de 2014, dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro apontam 36 mortes sob o título ‘Homicídio devido à intervenção da polícia’. Números de 2013 falam que a polícia de São Paulo é responsável por 7,5% dos assassinatos no estado e que a polícia do Rio de Janeiro é responsável por 8,7%. O grande paradoxo é que muitas destas vítimas são negros, como grande parte da força policial.
As Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) não ficam fora dessa estatística. Segundo uma pesquisa do site UOL, usando dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, as pessoas desaparecidas aumentaram nas primeiras 18 comunidades que receberam a UPP, entre 2007 e 2012. O número aumentou de 87 para 133, ou seja, mais de 56%.
Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que, durante 2012, foram 19 mortes e outros 12 em 2013 pela intervenção das UPPs […]
No dia 23 de junho, familiares de pessoas mortas ou feridas pela polícia carioca das comunidades da Maré, Babilônia, Realengo e Chapéu Mangueira se mobilizaram por trás de um cartaz que dizia: ‘A Festa dos Estádios Não Vale as Lágrimas nas Favelas’.
Chegaram até Copacabana onde a FIFA sedia a Fan Fest para apresentar o rosto das pessoas mortas. Amarildo, Mateus, Afonso Maurício, Cláudia, Maria de Fátima, Alessandra de Jesus, Adielson, Douglas e Edilson são só alguns nomes que integram a lista da morte. Quantos mais serão?

Texto completo: Mídia Ninja

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